terça-feira, 30 de abril de 2013
















Caros colegas

A Leitura e também a escrita foram pontos de medo e receio quando pequeno. Recordo-me, quando aos quatro anos de idade, ao ir para escolinha, ouvir a minha mãe dizer:
“Filho, se esforce, se dedique, estude, porque você sabe bem que em casa ninguém pode hoje escrever e principalmente ler o que tão belo as pessoas escrevem”.
Esta frase soava como uma responsabilidade tremenda ao olhar para trás e ver em minha casa quatro pessoas incapazes de ler um livro por falta da visão. Outra frase que muito me marcou:
“Carlinhos, leia o exercício para a nós a fim de tentarmos ajuda-lo”. E me emociono ao lembrar que a leitura saia com dificuldades e muitas vezes não permitia que eles compreendessem e pudessem me ajudar.
Quantas manhãs, quando desde pequeno minha família me procurava para ler algo a eles, identificar um documento, uma conta, uma nota e principalmente, uma carta que recebiam de amigos.
Recordo também que sempre estive na sala “C” e que as maiores reclamações das professoras era minha dificuldade em ler e escrever e para melhorar, minha mãe me estimulava a pegar livros e ler a ela. Quantas tardes, ao deitar no seu colo começava a ler ou tentar a ler.
Hoje, como muitos amigos aqui disseram, como matemático escrever não é “tão fácil”. Meus professores da universidade sempre diziam: “Calcular vocês sabem e muito bem, mas precisamos treinar para escrever bem”.
Penso que ler como tudo na vida, deve ser algo prazeroso. A partir do momento que este prazer termina, não há estímulo, não há graça. Ler por obrigação, por necessidade, torna-se pouco encantador. Já escrever, principalmente quando sai do fundo da alma, torna-se lindo, magnífico, emocionante, pois, reflete o que vai ao coração, na alma. Seja da mais simples até a mais complexa história da vida!
Grato pelo apoio

Carlos

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Depoimento de Leitura e Escrita - Aydê Salla


















     


Minha experiência de leitura e escrita foi ótima! Lembro-me que meu irmão mais velho já estava na escola, em São Paulo. Era uma escola pública bem simples, mas aos meus olhos era um lugar mágico, como ele é três anos mais velho, eu ainda não tinha ingressado, então me encontrava ansiosa para começar.
Quando eu ia com minha mãe buscá-lo, ou em reuniões de pais, fazia questão de entrar, principalmente na sala de aula e ficava encantada com aquele ambiente, adorava escrever na lousa. 
Mudamos para Campinas no meio do ano, assim, ingressei na primeira série direto, no ano seguinte, sem cursar o pré. O primeiro dia na Escola Estadual Adalberto Nascimento ainda está bem nítido na minha memória, a sala de aula, a professora D. Harriet, até a roupa que eu estava! Com tanta vontade assim, minha alfabetização foi bem tranquila, na tão conhecida cartilha "Caminho Suave".
O primeiro livro que me fez pegar o gosto pela leitura foi "Pollyanna", a partir dele segui lendo muito, sempre gostei e tive o hábito da leitura. Nos anos finais do ensino fundamental tive uma ótima professora de Língua Portuguesa, a paixão pela leitura só aumentou com o incentivo dela. Mesmo seguindo a área de exatas, nunca deixei essa veia escritora e leitora! Confesso que hoje não escrevo bem como naquele tempo, mas ainda conservo o prazer da leitura. Por essa razão sempre introduzi a leitura nas minhas aulas de matemática, mostrando aos alunos a importância desse hábito e a delícia que é viajar no mundo da leitura!
        

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Depoimento Cristina Martins



















Minha alfabetização começou quando minha irmã mais velha foi para escola, me vi então na busca incessante de também querer fazer como ela, já que a diferença de idade era apenas de um ano, com isso penso que ela foi minha primeira alfabetizadora, pois enquanto ela fazia suas tarefas, busca de palavras e recortes, eu estava sempre junto dela fazendo igual. Fiz minha mãe comprar caderno para meus primeiros registros e nesta busca de tentar registrar do meu jeito fui aprendendo e no ano seguinte quando realmente entrei na escola me realizei como a pessoa mais importante. Penso que esse início da aprendizagem foi fundamental no processo de minha formação. Confesso que no decorrer da minha formação não gostava muito de ler e meus registros sempre eram revisados por meu pai, que me fazia reescrevê-los novamente, pois ele não entendia o que eu realmente queria transmitir. Hoje, como Professora Coordenadora percebo que a leitura, para mim, faz parte do meu cotidiano. Ao ler os registros realizados pelos professores da escola, dos meus trabalhos e das minhas leituras profissionais percebo a importância de um trabalho voltado à competência leitora e escritora com nossos alunos.

Depoimento Amanda Fonseca

 
























Minha experiência com a escrita começa precocemente por uma necessidade pessoal. Fui criada pela minha avó e tinha uma vontade muito grande em aprender a ler e escrever para me comunicar com minha mãe que morava em outra cidade. Por isso, antes mesmo de entrar na pré-escola minha vó me ensinou a escrever e ler algumas palavras.
Entretanto, mesmo tendo aprendido a ler e escrever muito cedo, só fui fazer uso dessa linguagem efetivamente e entender sua função social no ensino médio. Penso que até o ensino fundamental utilizava essa linguagem de forma automática. Não tinha o hábito da leitura, foi somente quando iniciei o curso de magistério do Cefam é que entendi o que é ter competência leitora e escritora.

Depoimento sobre Leitura - Airton

















Olá caros leitores!

Não tenho boas recordações do meu período escolar quando deveriam ter me apresentado o lado bom da leitura. Recordo-me do ensino fundamental onde tínhamos aqueles quatro livros para ler (um por bimestre) durante o ano. Só era dito que o livro deveria ser lido e que depois teria uma “prova” onde parte dele seria cobrado em forma de prova. Eu lia apenas para não ir mal nesta avaliação.

Quando estava na 8ª série que li meu primeiro livro com prazer, o livro se chamava “O Mistério do Cinco Estrelas – Marcos Rey” era uma estória que envolvia suspense e um pouco policial.

A partir deste momento comecei a ler alguns livros com um pouco mais de frequência e ao poucos descobrindo o prazer da leitura e a riqueza de conhecimento que esta prática nos traz. Hoje ainda sinto que tenho muita dificuldade com a leitura, creio que por falta deste incentivo no inicio da minha escolarização (ciclo I).

Em minha opinião todas as escolas deveriam oferecer momentos prazerosos de leitura, não apenas entregar um livro para o aluno e dizer para ele: “Você deverá ler que cairá na prova”, mas sim despertar nestas crianças o gosto pela leitura através da viagem maravilhosa pelo mundo dos livros.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Depoimento de Ana Laura Reis


Minha experiência com a leitura foi um pouco traumática. Eu tive o privilégio de fazer a pré-escola por dois anos, digo privilégio porque naquela época pré-escola já era um luxo e ainda faze-la por dois anos! Era maluquice dos pais, mas no meu caso era porque minha mãe trabalhava como professora numa escola rural e levanta às cinco da manhã e só retornava às 7 da noite. Pois bem, quando completei 7 anos fui eu para a escola, a felicidade era tanta que chegava a doer o peito e quando a professora começou a escrever na lousa... pronto, decepção completa, eu tinha que fazer onda vai, onda vem, bolinhas e ondinhas! Entrei em choque e não quis mais ir à escola. Foi um sufoco, minha mãe deixava a ordem para que a sua ajudante me levasse, nem que fosse “arrastada”, e era exatamente assim, literalmente assim, que ela me levava. Até que minha professora, Dona Celia, descobriu qual era o problema e me colocou na fila dos “repetentes” e me deu a cartilha. Ahhh a minha cartilha. A peguei e comecei a lê-la como se fosse uma leitora de muitos anos.  Minha mãe quando chegou em casa me viu lendo e, com muito carinho, me assustou com a pergunta: “Quem te ensinou a ler?” e eu assustada achando que estava fazendo algo errado respondi que tinha aprendido sozinha, ninguém havia me ensinado e ela rindo respondeu: “Bem que seu pai falou que você vai dar trabalho”. Depois disso fui à escola e aprendi muito, mas em casa nunca faltou uma bela coleção de livros de história onde sentávamos, minhas irmãs e eu, nas noites frias, debaixo das cobertas e minha irmã mais velha lia histórias maravilhosas.
Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro. (Henry Thoreau - Escritor)

Ana Laura

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sou a Sol

Sou a Sol (Solange), professora de Matemática da Rede Pública de Ensino entre 1985 a 2004. Hoje designada Professora Coordenadora do Núcleo Pedagógico de Tecnologia Educacional desde 2004. A curiosidade e meu perfil e prazer em multiplicar é minha meta.

Depoimento...

Fui uma aluna precoce... com 6 anos iniciava a 1ª série primária sem antes ter frequentado o antigo pré-primário. Minha primeira professora foi minha querida mãe, que sempre exigente não demonstrava diferença de sua filha com os demais. A mãozinha dura, que doía, rogava pelo pedido de socorro, mas a criança receosa de sofrer discriminação dos colegas não dava o braço a torcer. Os anos se passaram e a leitura não era meu forte, até que na 6ª série conheci tive uma amigona que devorava o Dicionário e instigava os colegas provocando a curiosidade. As obras literárias escolhidas, eram livros fininhos que com muito custo, não sei ao certo se os vencia ou se era vencida por eles. Com o decorrer dos anos a necessidade e volúpia pelo saber transformaram-me em uma devoradora de obras de suspense, revistas sobre novas tecnologias, programas, sites de jogos, análise de textos para orientações de professores, provocando valiosas mudanças em minha escrita, e prazeroso gosto pela leitura.  
"Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original" Albert Einstein
Sol