Caros colegas
A Leitura e também a escrita foram pontos de medo e receio quando pequeno. Recordo-me, quando aos quatro anos de idade, ao ir para escolinha, ouvir a minha mãe dizer:
“Filho, se esforce, se dedique, estude, porque você sabe bem que em casa ninguém pode hoje escrever e principalmente ler o que tão belo as pessoas escrevem”.
Esta frase soava como uma responsabilidade tremenda ao olhar para trás e ver em minha casa quatro pessoas incapazes de ler um livro por falta da visão. Outra frase que muito me marcou:
“Carlinhos, leia o exercício para a nós a fim de tentarmos ajuda-lo”. E me emociono ao lembrar que a leitura saia com dificuldades e muitas vezes não permitia que eles compreendessem e pudessem me ajudar.
Quantas manhãs, quando desde pequeno minha família me procurava para ler algo a eles, identificar um documento, uma conta, uma nota e principalmente, uma carta que recebiam de amigos.
Recordo também que sempre estive na sala “C” e que as maiores reclamações das professoras era minha dificuldade em ler e escrever e para melhorar, minha mãe me estimulava a pegar livros e ler a ela. Quantas tardes, ao deitar no seu colo começava a ler ou tentar a ler.
Hoje, como muitos amigos aqui disseram, como matemático escrever não é “tão fácil”. Meus professores da universidade sempre diziam: “Calcular vocês sabem e muito bem, mas precisamos treinar para escrever bem”.
Penso que ler como tudo na vida, deve ser algo prazeroso. A partir do momento que este prazer termina, não há estímulo, não há graça. Ler por obrigação, por necessidade, torna-se pouco encantador. Já escrever, principalmente quando sai do fundo da alma, torna-se lindo, magnífico, emocionante, pois, reflete o que vai ao coração, na alma. Seja da mais simples até a mais complexa história da vida!
Grato pelo apoio
Carlos

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