
Minha alfabetização começou quando minha irmã mais velha foi para
escola, me vi então na busca incessante de também querer fazer como ela, já que
a diferença de idade era apenas de um ano, com isso penso que ela foi minha
primeira alfabetizadora, pois enquanto ela fazia suas tarefas, busca de palavras
e recortes, eu estava sempre junto dela fazendo igual. Fiz minha mãe comprar
caderno para meus primeiros registros e nesta busca de tentar registrar do meu
jeito fui aprendendo e no ano seguinte quando realmente entrei na escola me
realizei como a pessoa mais importante. Penso que esse início da aprendizagem
foi fundamental no processo de minha formação. Confesso que no decorrer da
minha formação não gostava muito de ler e meus registros sempre eram revisados
por meu pai, que me fazia reescrevê-los novamente, pois ele não entendia o que
eu realmente queria transmitir. Hoje, como Professora Coordenadora percebo que
a leitura, para mim, faz parte do meu cotidiano. Ao ler os registros realizados
pelos professores da escola, dos meus trabalhos e das minhas leituras
profissionais percebo a importância de um trabalho voltado à competência
leitora e escritora com nossos alunos.
Cristina, lendo seu depoimento pensei que realmente os irmãos mais velhos nos inspiram a acelerar nosso aprendizado, nessa fase da vida!
ResponderExcluirAgora que estamos na educação precisamos conscientizar nossos alunos a importância da leitura!